segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Expo CIEE Virtual oferece 8 mil vagas de estágio e aprendizagem

Com estandes on-line, a Expo CIEE Virtual estará disponível 24 horas por dia entre os dias 9 e 13 de novembro. Os jovens poderão participar de vestibulares on-line, teste vocacional, dicas para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), cursos gratuitos do Google Ateliê Digital e Escape Room Virtual. Também será possível emitir certificado de participação no evento em tempo real; possibilidades de recrutamento e seleção, com a oferta de aproximadamente 8 mil vagas de estágio e aprendizagem.

Expo CIEE Virtual oferece 8 mil vagas de estágio e aprendizagem

O Centro de Integração Empresa–Escola (CIEE) é um Agente de Integração que se dedica, há mais de 48 anos, à promoção da integração ao mercado de trabalho, por meio do encaminhamento de estudantes do ensino médio e superior para o aprendizado em empresas de todos os ramos de atividade do setor público e privado, sempre seguindo a lei de estágio vigente e aplicável.

O evento será gamificado, podendo o visitante acumular pontos desbravando a plataforma. No final, as 10 maiores pontuações receberão prêmios como vale-compras e leitores digitais (o regulamento completo estará disponível na plataforma do evento).

Os auditórios contam com mais de 100 palestras voltadas para o mundo do trabalho, carreira, finanças pessoais etc. Clique aqui para fazer inscrição na Expo CIEE.

Evento começa nesta segunda e terá cinco dias de programação online

“Pela primeira vez, realizaremos a Expo em um ambiente virtual, nesta nova rotina imposta pela pandemia de covid-19. São mais de 100 entidades parceiras, entre universidades, secretarias estaduais de Educação e escolas técnicas, que vão apresentar muitas novidades sobre educação, formação para o mundo do trabalho e opções de entretenimento”, disse o supervisor de Feiras do CIEE, Alexandre Altenfelder.

O próprio CIEE contará com três auditórios de palestras: CIEE Talks, CIEE Saber Virtual e o Aprendiz, em parceria com a Universidade Estácio de Sá. Mais de 100 palestrantes devem passar por esses três ambientes, abordando temas como computação quântica, diversidade e as novas relações entre os profissionais e o trabalho. Mais informações em expociee.com.br

As informações são da Agência Brasil – São Paulo.

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domingo, 8 de novembro de 2020

Pandemia impacta contratos das mensalidades das escolas em 2021

As escolas privadas de todo o país começam a se preparar para o ano letivo de 2021. Diante das incertezas que permanecem por causa da pandemia do novo coronavírus (covid-19), as instituições preveem um ano de cuidados em um possível ensino presencial e ainda com oferta de ensino remoto de forma parcial ou integral, mesmo que para parte dos estudantes. Todos esses fatores têm impacto nos novos contratos e nos reajustes das mensalidades.

Para a especialista, não se pode ensinar a uma criança que o ensino da vida está em ganhar dinheiro e ter um bom emprego.

“É um processo muito complexo”, diz o presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), Ademar Batista Pereira. “Se tiver uma segunda onda da doença? Se não tiver vacina? A gente vai ter que fazer o que é possível. Não é possível fazer o que a gente fez em 2019, assinar um contrato com aula presencial e pronto, a gente tinha uma espécie de planejamento. Hoje ninguém tem nenhum planejamento e quem dizer que tem está mentindo. Nem os governos têm. Vivemos um momento de instabilidade”.

Neste ano, as escolas tiveram que interromper as atividades presenciais para tentar frear o avanço da doença. Até o início deste mês, de acordo com levantamento feito pela Fenep, 16 estados e o Distrito Federal autorizaram a reabertura das escolas particulares. Em outros três estados há alguma previsão de retomada. Sete estados não têm data para reabertura.

As escolas tiveram que se adaptar, oferecendo aulas de forma remota. Muitas famílias, no entanto, pediram a redução das mensalidades, uma vez que o serviço contratado não estava sendo entregue da forma acordada. A disputa chegou ao legislativo, onde tramitaram propostas para redução obrigatória dos pagamentos.

Embora não haja certeza do que está por vir em 2021, para que os impasses que ocorreram em 2020 não voltem a acontecer, é possível, de acordo com Pereira incluir essas incertezas nos contratos, para deixar claro as medidas que podem ser tomadas. “A gente terá que prever no contrato o que será feito. Os pais têm que ter consciência de que será feito o que der para fazer”.

Educação infantil

A educação infantil, etapa que compreende as creches e pré-escolas, foi a mais impactada pela pandemia, devido à dificuldade de oferecer um ensino a distância para os bebês e crianças. De acordo com o vice-presidente da Associação Brasileira de Educação Infantil (Asbrei), Frederico Barbosa, a estimativa é que metade dos estudantes dessa etapa tenha deixado as escolas.

Escola Rural e Privada Educação Infantil e Ensino Fundamental

Para 2021, segundo Barbosa, as escolas prepararam os ambientes físicos para garantir que sejam arejados e que haja distanciamento entre os estudantes. As escolas definiram medidas de segurança, como o uso de máscaras e higienização dos ambientes, junto às secretarias de saúde e órgãos de vigilância sanitária.

A expectativa é ofertar tanto um ensino híbrido, mesclando presencial e remoto quanto aulas apenas a distância para aquelas famílias que desejarem. “Já está sendo colocado nos contratos essa questão da oferta do ensino híbrido e do ensino a distância. Vai ser a nova realidade em 2021”, diz.

Preços

Cada escola tem autonomia para definir as mensalidades. A Fenep ressalta que os custos subiram, pois foram necessários investimentos em novas tecnologias e treinamento dos professores para implementar e manter o ensino híbrido. “A escola não pode errar na sua precificação. É importante que as famílias conheçam e compreendam o quanto custa o investimento da educação particular, serviço essencial aos estudantes, à comunidade e ao país”, diz a entidade em nota.

Professora é envenenada por alunos do 4º ano em sala de aula

A Fenep não tem uma estimativa de qual seja a média dos reajustes, no país. As situações variam de escolas para escola. A escola onde o filho da administradora Deborah Lopes estuda na Tijuca, na zona norte do Rio de Janeiro, por exemplo, optou por manter os mesmos preços praticados em 2020. “De certa forma isso ajudou bastante”, diz, “Muitos pais tiveram perdas com a pandemia, perdas de emprego, redução de salário, então, de certa forma ajuda, em 2021, a manter os alunos que já estavam na escola”.

Na educação infantil, Barbosa diz que a maior parte dos reajustes varia entre 3% e 4,5%. “A escola tem que enxergar se o público dela comporta um aumento de mensalidade”, diz.“O pai que decide manter o filho em casa e só ter o ensino a distância, ele acha que tem que pagar menos, quando na verdade, para a escola oferecer esses dois serviços para as famílias, o ensino  híbrido e o ensino a distância, o custo para a escola é muito maior. Algumas escolas tiveram que contratar alguns professores ou aumentar a carga horária dos docentes”, acrescenta.

Direito do consumidor

Pela Lei 9870/99, as escolas podem reajustar as mensalidades com base na variação que tiveram nos custos com pessoal, aprimoramentos no processo didático-pedagógico e outras despesas. Caso solicitadas, devem apresentar uma planilha de custo que justifique o aumento proporcional.

“Toda espécie de aumento de despesa que a escola teve, ela pode colocar aí e esse reajuste tem que ser proporcional. E elas são fiscalizadas. A família que sentir que ela está praticando um reajuste não justificado, pode denunciar ao órgão de defesa do consumidor, que tem o poder de exigir que a escola apresente planilha, a contabilidade, para justificar isso”, explica o diretor de Relações Institucionais do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Igor Britto.

Segundo Britto, as famílias podem também tentar negociar com as escolas uma forma de pagamento que fique mais confortável no orçamento. “É surreal ver escolas reajustando mensalidade para o ano que vem desconsiderando a crise econômica nacional. É uma total falta de solidariedade das escolas com as famílias, especialmente as famílias que se mantiveram fiéis, pagando mensalidade ao longo do ano e não usufruindo das estruturas físicas com mesmo nível de serviço que contratam para 2020”, diz.

Outro direito das famílias, de acordo com Britto, é ter garantida a segurança dos filhos. A escola precisa prestar esclarecimentos quanto ao protocolo de segurança sanitária adotado e também sobre as opções de ensino remoto. “A escola que está ignorando totalmente, que acha que a pandemia acabou ou que se planeja para o retorno das aulas em fevereiro, em janeiro, como se tudo tivesse voltado ao normal, é uma escola que está totalmente fora dos padrões do mercado”, defende.

As informações são da Agência Brasil – Rio de Janeiro.

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sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Itaú Cultural lança plataforma com cursos gratuitos

A plataforma Escola Itaú Cultural começa a oferecer gratuitamente cursos on-line de diferentes modalidades e de forma permanente. Em sua estreia, serão cinco cursos livres, sendo que três deles necessitam de inscrição até 7 de novembro.

Itaú Cultural lança da plataforma com cursos gratuitos

Os três cursos com inscrição até dia 7 são: “Introdução ao Teatro Essencial”, de Denise Stoklos, “Mediação Cultural Contemporânea”, que revisita os paradigmas da mediação na cultura e debate as práticas contemporâneas, e “Entreolhares: Arte e Algoritmo Como Usar o Processamento Digital na Criação de Poéticas?”.

Sem necessidade de se inscrever, a plataforma terá: “Constelação das Artes: Histórias da Música e Sonoridades Brasileiras”, que acompanha a construção da ideia de identidade nacional por meio da música, e “Constelação das Artes: História do Brasil em 12 ingredientes e 1 dose”, que trata da história gastronômica brasileira.

Escola Itaú Cultural proporcionará cursos nos formatos a distância e híbridos –que misturam aulas em ambientes digitais e presenciais–, além de autoformativos, pós-graduação e cursos de extensão e livres.

Para obter o certificado, o estudante deve frequentar ao menos 75% das aulas.

Escola Itaú Cultural começa a oferecer gratuitamente cursos on-line de diferentes modalidades e de forma permanente

Abaixo, veja os primeiros cursos que foram divulgados pela assessoria da instituição:

Novos cursos da Escola Itaú Cultural

Introdução ao Teatro Essencial I EAD trabalha sobre o método criado por Denise Stoklos – atriz, diretora, escritora, coreógrafa e professora que, ao longo dos seus 52 anos de carreira nas artes cênicas, tem desenvolvido obras autorais de sucesso. Este curso livre é ministrado por ela própria e tem inscrições abertas de 3 a 7 de novembro e aulas de 16 do mesmo mês a 18 de dezembro.

Também com inscrições abertas no mesmo período e com aulas de 26 de novembro a 15 de dezembro, Mediação Cultural Contemporânea revisita os paradigmas da mediação cultural, além de compartilhar e debater práticas contemporâneas dessa área e as problemáticas que envolvem o educador em diferentes contextos.

Entreolhares: Arte e Algoritmo Como usar o processamento digital na criação de poéticas?  tem aulas  ministradas pelas artistas brasileiras de arte e tecnologia Rejane Cantoni e Regina Silveira, Laurent Mignonneau, artistas multimídia, pesquisadores e pioneiros da arte interativa. Ruairi Glynn, diretor do Interactive Architecture Lab, na Bartlett School of Architecture, em Londres e Marcos Cuzziol, gerente do Núcleo Observatório do Itaú Cultural. Eles fazem uma reflexão sobre o passado e o futuro das artes computacionais, em debates com artistas nacionais e internacionais. O curso é livre, com necessidade de inscrição de de 3 a 7 de novembro. No dia 11, serão divulgados os selecionados e as sessões acontecem de 16 a 25 do mesmo mês.

Mais um curso livre, também a partir de 24 de novembro, Constelação das Artes: Histórias da Música e Sonoridades Brasileiras, traça um panorama histórico da música do Brasil, que acompanha a construção da ideia de identidade nacional no decorrer das épocas.

Constelação das Artes: História do Brasil em 12 Ingredientes e 1 Dose trata da formação de várias culinárias no território brasileiro. A partir dos ingredientes das receitas – e de suas referências históricas, artísticas e literárias –, ele busca compreender as práticas culturais da alimentação. Este curso é livre, sem necessidade de inscrição e disponível a partir de 24 de novembro.

Veja também: Grátis: preparatório para graduação nos EUA abre inscrições

Instituto de Ciências de Israel oferece curso gratuito para alunos brasileiros

O Instituto Weizmann de Ciências de Israel abriu inscrições para o programa “A Window to the Future” (“Uma Janela para o Futuro”, em inglês), gratuito para estudantes do ensino médio apaixonados por ciência. Para participar, os candidatos devem ter entre 14 e 18 anos.

Instituto Weizmann de Ciências de Israel oferece vagas para estudantes do ensino médio

O curso, que começa em 22 de novembro, terá cinco sessões on-line, todas aos domingos, às 10h. A inscrição é feita no site da instituição.

Em “A Window to the Future”, os adolescentes terão a oportunidade de expandir seus conhecimentos sobre a pesquisa científica e poderão tirar dúvidas com cientistas do Weizmann.

O Instituto Weizmann é uma das mais respeitadas instituições de pesquisa multidisciplinar no mundo e está localizado em Rehovot, Israel. A entidade conta com aproximadamente três mil cientistas, estudantes, técnicos e equipe de apoio.

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quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Redes sociais são usadas na educação de adolescentes

As redes sociais geram muita controvérsia, principalmente no que se refere à educação. Para que o uso dessas redes funcione na escola, é necessário que os professores estejam preparados para utilizar os recursos disponíveis e, acima de tudo, para monitorar as interações, intervindo quando for necessário.

Redes sociais podem ser aliadas na educação de adolescentes

O blog Novos Alunos, do SEB (Sistema Educacional Brasileiro), debate como professores podem usar essas ferramentas poderosas para auxiliar a aprendizagem.

Usos práticos das redes sociais para a educação

Disponibilização de conteúdos extras

No tempo limitado da aula, o professor dificilmente conseguirá apresentar aos alunos muitos conteúdos extras sem prejudicar o andamento da matéria. Felizmente, esses conteúdos podem ser compartilhados por meio das redes sociais.

Professores podem usar essas ferramentas poderosas para auxiliar a aprendizagem

Alguns exemplos de conteúdos que os professores podem disponibilizar são fotos e vídeos, infográficos, links para notícias e artigos online, ou até mesmo exercícios para praticar a matéria. E os estudantes podem responder com comentários para interagir mais com o professor, fazendo perguntas ou expressando suas opiniões sobre o conteúdo compartilhado.

Painel no Pinterest

O Pinterest é uma rede social menos utilizada do que o Facebook ou o Twitter, mas que pode ser usada para enriquecer a educação de adolescentes. Ela permite criar um painel virtual, no estilo de um mural, onde o usuário pode prender (“pin”) conteúdos retirados da internet.

O professor pode criar um mural compartilhado com a turma sobre um tema específico que está sendo trabalhado em sala de aula. Então, os alunos devem pesquisar conteúdos sobre esse tema na internet e prender no mural aquilo que considerarem interessante.

Pinterest é uma rede social que pode ser usada para enriquecer a educação de adolescentes

Assim, os conteúdos ficam reunidos em um único lugar, onde todos podem ver, e estarão salvos ali para sempre. Além disso, o design dessa rede social facilita a visualização dos conteúdos que foram agregados.

Você pode pensar nessa estratégia como uma releitura da era digital para os tradicionais murais de recortes.

Criação de eventos

No Facebook, é possível criar eventos em uma página e compartilhar com todos que a curtiram. Essa funcionalidade pode ser usada para ajudar os estudantes a não esquecerem de datas importantes, como provas e apresentação de trabalhos, pois eles receberão uma notificação da rede social quando um evento estiver próximo.

Mais importante ainda, esse calendário pode colaborar para que os adolescentes se organizem e se preparem para essas atividades, já que o uso de agenda física é cada vez mais raro entre os jovens.

Quer saber mais sobre os usos práticos das redes sociais para a educação? Acesse o blog Novos Alunos.

Veja também: Realidade virtual é aplicada com sucesso na educação

Saeb 2019 apresenta resultados para estudantes do 2º e do 9º anos

A maior parcela dos estudantes do 2º ano do ensino fundamental brasileiro (21,55%) está no Nível 5, em uma escala que vai até 8 para medir os conhecimentos em língua portuguesa. Quanto à proficiência em matemática, a maioria dos alunos (19,83%) encontra-se no Nível 4. É o que apontam os resultados dos testes amostrais do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) de 2019, divulgados na quarta-feira, 4, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Saeb 2019 apresenta resultados para estudantes do 2º e do 9º anos

Nesta edição, o Saeb mediu também os conhecimentos de estudantes do 9º ano na área de ciências humanas – nesse caso, a escala vai de “abaixo do Nível 1” até o 9 – e ciências da natureza. Em ambas, a maior parcela dos estudantes está no Nível 2 (18,6%, no caso de ciências humanas; e 17,98%, no caso de ciências da natureza).

De acordo com o levantamento, 4,62% dos alunos do 2º ano do ensino fundamental estão abaixo do Nível 1 em língua portuguesa, o que indica a “provável falta de domínio no conjunto das habilidades que compuseram o teste por parte desses participantes”.

Segundo Waleska Karinne, especialista escalada para apresentar os resultados do Saeb 2019, na outra ponta, estão 5,04% dos estudantes que se encontram no Nível 8, o que indica “domínio da maioria das habilidades testadas”.

Já em matemática, 2,82% dos participantes estão abaixo do Nível 1, enquanto 6,99% encontram-se no Nível 8.

Ciências humanas e da natureza

No outro grupo que teve os resultados apresentados nesta quarta-feira (estudantes do 9º ano, em ciências humanas e da natureza), apenas 0,14% dos alunos está no Nível 9 em ciências humanas, patamar que indica domínio da maioria das habilidades testadas.

Conforme o Saeb, 16,97% desses estudantes encontram-se abaixo do Nível 1 em ciências humanas; e 18,6% (a maior parcela), no Nível 2.

Na avaliação específica sobre os conhecimentos em ciências da natureza, 17,73% ficaram abaixo do Nível 1; e 0,5% dos participantes estão no Nnível 8. Segundo Waleska Karinne, os quatro primeiros níveis apresentam, aproximadamente, o mesmo percentual, a exemplo do que ocorreu notado em ciências humanas.

Zonas rural e urbana

O Saeb 2019 identificou desigualdades entre os grupos de analisados que vivem nas zonas rural e urbana, bem como entre capitais e cidades do interior. “Existe desigualdade. Vimos que os estudantes que vivem na zona urbana ou em capitais apresentaram distribuição similar ao quadro geral nacional. Já na zona rural e no interior, a maior parte dos estudantes não apresentou a mesma concentração”, disse a especialista do Inep, referindo-se ao nível de escala de proficiência dos estudantes na etapa de alfabetização.

Saeb 2019 identificou desigualdades entre os grupos de analisados que vivem nas zonas rural e urbana

De acordo com o Inep, nas áreas rurais observou-se maior concentração (19,45% dos alunos) no Nível 4 em língua portuguesa. O percentual de estudantes cuja proficiência ficou abaixo do Nível 1 ficou em 8,33%; 6% apresentaram conhecimentos equivalentes ao Nível 1; e 8,53% ao Nível 2. Já o percentual de alunos cujos exames resultaram em proficiência de níveis 3, 4 e 5 ficaram em 15,4%; 19,45% e 18,86%, respectivamente.

Nas escolas localizadas em ambientes urbanos, os percentuais de alunos abaixo do Nível 1 ficaram em 4,27%. Já o percentual de alunos que ficaram no Nível 1 é de 4%, enquanto 6,55% atingiram o Nível 2;  e 11,57%, 17,64% e 21,8% tiveram os conhecimentos classificados como níveis 3, 4 e 5, respectivamente.

Em matemática, 6% dos alunos cujas escolas estão localizadas em zonas rurais tiveram resultado abaixo do Nível 1; 6,94% foram classificados no Nível 1; 11,35% no Nível 2. Os níveis 3 e 4 apresentaram percentuais de 17,62% e 17,88%, respectivamente

Já os estudantes que vivem em zonas urbanas apresentaram os seguintes resultados em matemática: 2,52% estão abaixo do Nível 1; 4,25% estão no Nível 1 e 8,36% no Nível 2. Os percentuais de estudantes classificados nos níveis 3 e 4 ficaram em 14,12% e 20%, respectivamente.

Em ciências humanas, 25% dos estudantes que vivem em áreas rurais obtiveram resultados abaixo do Nível 1; enquanto 19,7% ficaram no Nível 1; 21,38%, no Nível 2; e 15%, no Nível 3. Os que tiveram proficiência classificada como de níveis 7, 8 e 9 ficaram em 0,81%; 0,08%; e 0,2%, respectivamente.

No caso de estudantes que vivem em áreas urbanas, 16,14% foram avaliados como abaixo do Nível 1 na área de ciências humanas; 16,26% obtiveram pontuação que os coloca no Nível 1;e 18,32%, no Nível 2. O percentual de estudantes cujos exames registraram níveis 7, 8 e 9 ficaram em 2,31%; 0,65%; e 0,15%, respectivamente.

Saeb

 Saeb contou com a participação de 5.660.208 (80,99%) dos 6.989.131 estudantes previstos para a avaliação

Realizados desde 1990, os testes do Saeb oferecem subsídios para a elaboração, o monitoramento e o aprimoramento de políticas com base em evidências, permitindo que os diversos níveis governamentais avaliem a qualidade da educação oferecida no país. Seus resultados, associados às taxas de aprovação, reprovação e abandono, apuradas no Censo Escolar, compõem o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

Na edição do ano passado, o Saeb contou com a participação de 5.660.208 (80,99%) dos 6.989.131 estudantes previstos para a avaliação. Segundo o Inep, 72.506 escolas participaram do Saeb 2019. Dessas instituições, 62.769 tiveram os resultados divulgados. “A avaliação é realizada com foco no ensino público. Ainda assim, 2.117 escolas particulares participaram desta edição”, informou o instituto.

As informações são da Agência Brasil – Brasília.

Veja também: Inep divulga desempenho de universidades brasileiras

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Governo prorroga prazo para renovação de contratos do Fies

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) prorrogou para 30 de novembro o prazo para a renovação semestral dos contratos de financiamento concedidos pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do segundo semestre de 2020. Os aditamentos dos contratos deverão ser feitos pelo sistema SisFies.

 Governo prorroga prazo para renovação de contratos do Fies

A Portaria nº 655/2020 que prorroga o prazo foi publicada na última terça-feira, 3, no Diário Oficial da União. A medida vale para contratos simplificados e não simplificados.

No caso de aditamento não simplificado, quando há alteração nas cláusulas do contrato, como mudança de fiador, por exemplo, o aluno precisa levar a documentação comprobatória ao banco para finalizar a renovação. Já nos aditamentos simplificados, a renovação é formalizada a partir da validação do estudante no sistema.

Os contratos do Fies devem ser renovados semestralmente. O pedido de aditamento é feito inicialmente pelas instituições de ensino e, em seguida, os estudantes devem validar as informações inseridas pelas faculdades no SisFies. Inicialmente, o prazo seria até 31 de outubro, para contratos assinados até dezembro de 2017. Os contratos do Novo Fies, firmados a partir de 2018, têm prazos definidos pela Caixa Econômica Federal.

Prazo

Inscrições para o Fies encerram hoje

O dia 30 de novembro também é a data limite para a realização de transferência integral de curso ou de instituição de ensino e de solicitação de aumento do prazo de utilização do financiamento, referente ao segundo semestre deste ano.

Os Documentos de Regularidade de Matrícula, emitidos pelas instituições de ensino, que tiveram os seus prazos de validade expirados, deverão ser acatados pelos bancos, para renovação do financiamento até 30 de novembro.

O Fies é o programa do governo federal que tem como meta facilitar o acesso ao crédito para financiamento de cursos de ensino superior oferecidos por instituições privadas. Criado em 1999, ele é ofertado em duas modalidades desde 2018, por meio do Fies e do Programa de Financiamento Estudantil (P-Fies).

O primeiro é operado pelo governo federal, sem incidência de juros, para estudantes que têm renda familiar de até três salários mínimos por pessoa; o percentual máximo do valor do curso financiado é definido de acordo com a renda familiar e os encargos educacionais cobrados pelas instituições de ensino. Já o P-Fies funciona com recursos dos fundos constitucionais e dos bancos privados participantes, o que implica cobrança de juros.

As informações são da Agência Brasil – Brasília.

Veja também: UnB substitui vestibular por nota do Enem